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Disponibilidade para o parto

Por que o médico cobra para ficar disponível?

Quando uma gestante decide fazer o parto comigo, tenho que adaptar minha rotina para estar disponível para ela. O parto é imprevisível. A maioria dos partos acontecem entre 37 e 41 semanas (embora alguns ocorram prematuramente), portanto, a cada parto que estou programada a fazer, fico um mês à disposição desta paciente. Neste período, não posso fazer uma viagem distante, ingerir bebidas alcóolicas em um evento, ou pegar trabalhos extras. Adapto minha rotina de trabalho de modo a ficar com a agenda um pouco mais livre, e, consequentemente, comprometo meus ganhos. Além disso, nos dias que estou dando aulas na faculdade ou fazendo uma agenda de colposcopia no laboratório, dependo da disponibilidade de colegas para me substituírem, certas vezes até precisando pagar valores extras para que me cubram nestes serviços . Ademais, o parto pode ocorrer de madrugada ou nos meus dias de folga, comprometendo meu período de descanso, lazer e momentos com a família., sem contar no estresse que a expectativa do parto pode gerar ao profissional. 
Por todos estes motivos, o profissional precisa cobrar um valor para ficar disponível para o parto. Esse valor deve cobrir as despesas da mudança da rotina pessoal e profissional e compensar o estresse do médico e a imprevisibilidade do evento.
O valor da disponibilidade é um valor à parte do valor do parto (se o parto for feito pelo convênio, não haverá necessidade do pagamento do parto). A disponibilidade independe da via (normal ou cesárea). Por exemplo, se você optou por parto normal, mas posteriormente teve uma indicação de cesárea, o valor continua sendo cobrado, pois o médico ficou à sua disposição até então. 
Ficou com alguma dúvida? Entre em contato.

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